A adolescência = transformações
corpo / cérebro / relações
Oscilações de humor fazem parte desse processo. Mas existe uma diferença entre a instabilidade típica da idade e sinais que pedem atenção.
Fique atento quando o adolescente apresentar:
- Isolamento social persistente, mesmo de amigos e atividades que antes gostava
- Queda brusca no desempenho escolar ou perda de interesse nos estudos
- Mudanças significativas no sono e no apetite
- Irritabilidade constante ou tristeza que não passa
- Falas sobre desesperança, sentir-se um peso para os outros, ou sobre não querer mais existir
- Uso de álcool ou outras substâncias como forma de fuga
- Autolesão ou marcas inexplicadas pelo corpo
Nenhum desses sinais, isoladamente, define um diagnóstico. Mas juntos, ou de forma persistente, são um convite para agir com mais cuidado e menos julgamento.
O que fazer?
Escute sem interromper e sem minimizar (“isso é fase”, “todo mundo passa por isso”)
Pergunte diretamente se está tudo bem. E saiba que falar sobre sofrimento psíquico não induz o comportamento, protege
Busque apoio especializado: pediatra, psiquiatra da infância e adolescência, psicólogo
Envolva a escola como rede de cuidado
Prevenção começa com escuta.
Cuidar da saúde mental na adolescência é responsabilidade compartilhada entre família, escola e profissionais de saúde.
Se você ou alguém que você conhece está passando por um momento difícil, o CVV (Centro de Valorização da Vida) oferece apoio emocional gratuito e sigiloso, 24h por dia, pelo telefone 188 ou pelo chat em cvv.org.br.







